MAMOGRAFIA. A necessidade da compressão.
Uma das principais razões para a rejeição das mulheres em realizar o rastreamento mamográfico de câncer de mama pela mamografia é a compressão da mama. A compressão mamária é o ato realizado pela técnica para nivelar a espessura mamária, sendo que este ato pode gerar em algumas circunstâncias um pouco de desconforto.
A razão pelo qual a compressão mamária se faz necessária é o nivelamento da espessura da mama, pelo qual o feixe de raios X deve passar, de modo que possa ser obtida uma exposição uniforme, reduzindo o borramento e separando um possível nódulo do tecido mamário normal.
Grande parte da preocupação a respeito da compressão durante o exame de mamografia é devido ao medo infundado que a compressão pode ser prejudicial; bem como, informações não fundamentadas de pesquisas na internet antes de realizar o exame.
O ato da compressão em si pode gerar um pouco de desconforto, mas a sensação de dor geralmente ocorre se a paciente tiver lesões cutâneas (fissuras) ou for portadora de doença fibrocística da mama (cursa com cistos mamários) ou se estiver em período pré-menstrual.
A falta de uma compressão adequada pode gerar inconvenientes como, por exemplo, a necessidade de incidências adicionais além de poder mascarar nódulos, entre outros.
Para que haja qualidade na interpretação da imagem e na emissão dos laudos a compressão se faz necessária. Lembrando que o câncer de mama pode ser detectado em fases iniciais em grande parte dos casos, aumentando assim a chance de tratamento e cura.
Portanto recomenda-se que se fala a primeira mamografia entre 35 e 40 anos de idade e todos os anos a partir dos 40 anos com boa qualidade técnica, sendo a compressão indispensável.
Lembrando que o exame é rápido e trás muito mais benefícios do que inconvenientes.
Dra. Eloá R. Gusso (médica radiologista)
Fabíola Cristini Sabino (tecnóloga)
Carolina C. P. Oliveira (técnica)

